Dizia la fremosinha*:
“ai, Deus, val**!
Com’estou d’amor ferida”
ai, Deus, val!”
Dizia la bem talhada***:
“ai, Deus, val!
Com’estou d’amor coitada!
ai, Deus, val!
Com’estou d’amor ferida!
ai, Deus, val!
Nom vem o que bem queria!
ai, Deus, val!
Com’estou d’amor coitada****!
ai, Deus, val!
Nom vem o que muit’amava!
ai, Deus, val!”
+*+D. Afonso Sanches+*+
“ai, Deus, val**!
Com’estou d’amor ferida”
ai, Deus, val!”
Dizia la bem talhada***:
“ai, Deus, val!
Com’estou d’amor coitada!
ai, Deus, val!
Com’estou d’amor ferida!
ai, Deus, val!
Nom vem o que bem queria!
ai, Deus, val!
Com’estou d’amor coitada****!
ai, Deus, val!
Nom vem o que muit’amava!
ai, Deus, val!”
+*+D. Afonso Sanches+*+
Vocabulário
*fformosinha;
**aiai, valha-me Deus; ai, Deus me ajude!;
***b bem-feita, elegante, bonita;
**** infeliz, cheia de sofrimento amoroso.
N sbre o a
D. Afonso Sanches foi um trovador do final do século XIII e inicio do século XIV. Filho bastardo do rei D. Dinis com sua amante favorita, D. Aldonça Rodrigues da Telha. Deixou-nos 15 cantigas, nas quais, segundo J. J. Nunes, se revelou verdadeiro poeta.
**aiai, valha-me Deus; ai, Deus me ajude!;
***b bem-feita, elegante, bonita;
**** infeliz, cheia de sofrimento amoroso.
N sbre o a
D. Afonso Sanches foi um trovador do final do século XIII e inicio do século XIV. Filho bastardo do rei D. Dinis com sua amante favorita, D. Aldonça Rodrigues da Telha. Deixou-nos 15 cantigas, nas quais, segundo J. J. Nunes, se revelou verdadeiro poeta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário